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EFE

Ouro previsível: Jordan e o "Dream Team" norte-americano de basquete dão show nas quadras de Barcelona
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A cidade de Barcelona esperou quase 70 anos para poder abrigar os Jogos Olímpicos. Em 1924, as Olimpíadas tinham sido prometidas à cidade espanhola, porém o fundador Pierre de Fredy - o barão de Coubertin -, acabou escolhendo Paris. Em 1936, três anos após a subida do nazismo ao poder na Alemanha, os Jogos iriam novamente para Barcelona, mas desta vez foi a Guerra Civil Espanhola que fez a competição na cidade ser postergada mais uma vez.
Porém a espera valeu a pena. O Estádio Olímpico de Montjuic, construído para os Jogos de 1936, foi reformado. A orla do Mediterrâneo, melhorada. Um estádio coberto, o Palau Sant Jordi, foi construído com com capacidade para 15 mil espectadores.
Depois dos Jogos de Seul, em 1988, o mundo passou por grandes e rápidas transformações na sua geopolítica. O Apartheid, política de segregação racial, foi banido da África do Sul, o que possibilitou o retorno do país aos Jogos. As duas Alemanhas se reunificaram, após a queda do muro de Berlim, em 1989. A União Soviética fragmentou-se em 15 novas repúblicas, em 1991. Voltaram as Jogos a Estônia e a Letônia, ausentes desde 1936 por causa da ocupação soviética. A Lituânia, que não competia desde 1928 pelo mesmo motivo, participou dos Jogos de Barcelona.
| NÚMEROS GERAIS |
| Período: 25 de julho a 9 de agosto |
| Países participantes: 169 |
| Atletas: 9.367 (6.659 homens e 2.708 mulheres) |
| Brasil: 25º lugar |
| Esportes: 29 |
| Medalhas distribuídas: 815 |
| Provas: 257 |
| Abertura dos jogos: Juan Carlos I, rei da Espanha |
| Juramento olímpico: Luis Doreste (Espanha, Iatismo) |
| Pira acesa por: Antonio Rebollo (Espanha, Arco e Flecha, atleta paraolímpico) |
| Outras cidades candidatas: Amsterdã (Holanda), Belgrado (Iugoslávia), Birmingham (Inglaterra), Brisbane (Austrália) e Paris (França) |
| Direitos de transmissão pela TV:US$ 636 milhões |
| Jornalistas: 13.082 (5.131 imprensa escrita, 7.951 de rádio e TV |
| Voluntários: 35.548
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| NÚMEROS BRASIL |
| Atletas: 198 (148 homens e 50 mulheres) |
| Esportes: 23 (Atletismo, Basquete, Boxe, Canoagem, Ciclismo, Esgrima, Ginástica artística, Ginástica rítmica, Hipismo, Hóquei sobre patins, Judô, Levantamento de peso, Luta, Nado sincronizado, Natação, Remo, Saltos ornamentais, Tênis, Tênis de mesa, Tiro, Tiro com arco, Vela e Vôlei) |
| Medalhas duas de ouro (Rogério Sampaio, na categoria meio-leve, no judô; e equipe masculina de vôlei) e uma de prata (Gustavo Borges, nos 100 m livre, na natação) |
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As repúblicas da antiga União Soviética participaram em Barcelona sob o nome de Comunidade dos Estados Independentes (CEI), porém os vencedores individuais tiveram içadas as bandeiras de seus próprios países. A Albânia, livre da ditadura de Hoxa, participou depois de uma ausência de 30 anos. Cuba, Coréia do Norte e Etiópia também encerraram seu boicote. A Iugoslávia, sancionada pelas Nações Unidas por causa da agressão militar às repúblicas da Croácia e da Bósnia, foi proibida de participar das competições por equipes, mas os atletas individuais puderam competir como "atletas olímpicos independentes".
A cerimônia de abertura, comandada pelo rei Juan Carlos –ele próprio um ex-atleta olímpico–, contou com as presenças da rainha Sofia, do primeiro-ministro Felipe González, do presidente da África do Sul, Nelson Mandela, do presidente da França, François Mitterrand, do cubano Fidel Castro, do vice-presidente dos Estados Unidos, Dan Quayle, e do presidente argentino Carlos Menem.
A chama olímpica foi acesa com uma flecha lançada pelo arqueiro paraolímpico espanhol Antonio Rebollo. A mascote oficial foi o cachorro Cobi.
Depois dos Jogos de Seul, o Comitê Olímpico Internacional (COI) votou a favor de liberar a participação de atletas profissionais nos Jogos, acabando assim com a hipócrita restrição aos assumidamente profissionais e a liberação dos atletas que não declaravam seu profissionalismo. A aprovação final coube à Federação Internacional de cada esporte. O boxe mateve seus atletas amadores e no futebol passou a ser permitido que cada país escalasse três profissionais acima de 23 anos.
Brasil
Após duas Olimpíadas, o Brasil volta a conquistar duas medalhas de ouro. Em Barcelona-1992, o judoca Rogério Sampaio vence na categoria meio-leve, enquanto o time de vôlei masculino dá ao país a primeira medalha de ouro em um esporte coletivo. O país conquistou ainda uma medalha de prata, com o nadador Gustavo Borges, nos 100 m livre.
No vôlei, a equipe masculina, comandada por José Roberto Guimarães, fez uma campanha impecável, ao terminar a competição invicta. Na final, derrotou a Holanda por 3 sets a 0. A equipe campeã, apelidada depois como "Geração de Ouro", era formada por Tande, Amauri, André, Carlão, Douglas, Giovane, Janelson, Jorge Édson, Marcelo Negrão, Maurício, Paulão e Talmo.
No judô, o Brasil conquistou a medalha de ouro com Rogério Sampaio, na categoria meio-leve. Na final, contra o húngaro Jozsef Csak, o brasileiro venceu na contagem de pontos.
A medalha de prata de Gustavo Borges nos 100 m livre, precisou ser conquistada duas vezes: na água e no grito. A prova foi bastante acirrada, com o russo Aleksandr Popov, Borges e o francês Stephan Caron. Assim que os nadadores completaram a prova, o nome do brasileiro não apareceu no placar. O chefe da delegação brasileira, Coaracy Nunes, pulou a mureta da arquibancada e foi reclamar com os fiscais. O nome de Borges apareceu no placar na quinta colocação. Mas estava claro que o brasileiro havia terminado em uma posição melhor. Nunes continuou lutando e os fiscais resolveram assistir ao videoteipe da prova. Resultado: prata para o Brasil.
Pela primeira vez desde Tóquio-1964, o atletismo não trouxe medalha. Róbson Caetano ficou em quarto lugar nos 200 m rasos e Zequinha Barbosa, nos 800 m, também terminou na quarta colocação.
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